América Latina

É preciso lutar contra a manutenção do criminoso bloqueio dos Estados Unidos a Cuba

Neste vídeo o jornalista Fernando Morais, editor do Nocaute, defende que a ONU leve os Estados Unidos a encerrar para sempre o bloqueio contra Cuba.

Diga não ao bloqueio criminoso contra Cuba

No próximo dia 25 será instalada a 73ª Assembleia Geral da ONU. Na pauta estará, pela enésima vez, a proposta de suspensão do criminoso bloqueio imposto pelos EUA a Cuba desde 1962.

O resultado da votação, por ser o de sempre, é previsível: excluídos Estados Unidos e Israel, os demais países membros votarão pelo fim do bloqueio.

Mas o bloqueio prosseguirá, já que seu autor, Estados Unidos, não se sente obrigado a cumprir determinações da ONU.

Três anos atrás, em dezembro de 2015, os povos civilizados celebraram, com razão, a decisão dos presidentes Raúl Castro e Barak Obama de reatarem as relações diplomáticas entre Cuba e Estados Unidos, rompidas meio século antes.

A poderosa máquina de propaganda ianque, porém, vendeu ao mundo a falsa versão de que o aperto de mão de Raúl e Obama selava o fim do bloqueio econômico e zerava as contas dos Estados Unidos com Cuba.

Não foi isso o que aconteceu.

É essencial repetir, reiterar e deixar claro que as relações entre os dois países só voltarão à normalidade quando os Estados Unidos tomarem três decisões:

1a Decisão – Decretarem o fim do bloqueio econômico e de toda a legislação decorrente, como as leis Torricelli e Helms-Burton.

2a Decisão – Fecharem a prisão de Guantánamo e devolverem a Cuba a área de 117 km2, parte integrante do território cubano e hoje ocupada pela Base Aeronaval da USAF.

3a Decisão – Transferirem ao Tesouro Cubano a cifra de US$ 822 bilhões (R$ 3,4 trilhões) como pagamento de indenização pelo prejuízo causado à economia cubana em mais de meio século de bloqueio e de agressões de diversas naturezas. Nesse valor não está incluído um só dólar de indenização pelas centenas de milhares de vidas de cubanos mortos consequência de agressões militares e terroristas planejadas e/ou executadas pelos Estados Unidos.

Muita gente supõe, de boa-fé ou convencido pela propaganda americana, que o bloqueio é um ato simbólico, retórico, um reles pedaço de papel perdido na burocracia.

Nada mais equivocado. O bloqueio é um crime que vem sendo executado permanentemente contra Cuba por todos os últimos onze presidentes dos Estados Unidos, de Kennedy a Donald Trump.

Meus quarenta anos de fraterno convívio com Cuba facilitam a lembrança de alguns cases concretos de como funciona o bloqueio.

Anos atrás Cuba decidiu adquirir trinta tomógrafos computadorizados para atender e modernizar os serviços de saúde oferecidos à população. O lote total, de fabricação japonesa, custara aos minguados cofres cubanos a respeitável quantia de 3 milhões de dólares.

Os aparelhos foram comprados, pagos, embalados… E permaneceram por meses e meses nos almoxarifados da fábrica, no Japão. Por que tanta demora na entrega de equipamentos de que a população tanto necessitava? A resposta tem uma única palavra: o bloqueio.

Segundo reza o bloqueio, qualquer navio, de qualquer bandeira, que atraque em Cuba estará proibido pelo período de seis meses de atracar em qualquer porto norte-americano – punição duríssima para qualquer empresa internacional de cargas.

O segundo case diz respeito ao Brasil. Uma grande construtora brasileira, de cujo nome não me lembro – Odebrecht ou Andrade Gutierrez, talvez -, ganhou uma mega-licitação internacional para duplicar o já gigantesco aeroporto internacional de Miami. Ocorre que a brasileira ganhadora tinha negócios na área de prospecção de petróleo em Cuba.

De bloqueio em punho, os Departamentos de Estado e de Comércio anularam a licitação. A construtora recorreu, o caso atravessou gavetas de tribunais até parar na Suprema Corte dos Estados Unidos, que deu ganho de causa à empreiteira brasileira.

O terceiro caso é um exemplo de valentia de uma empresa espanhola de hotéis, a Meliá. Depois de instalar, em parceria com os cubanos, dezenas de hotéis na Ilha, a Meliá recebeu uma ameaça dos Estados Unidos: ou encerrava seus negócios com Cuba ou seria obrigada a fechar todos seus hotéis em território norte-americano. Ao contrário de muitos, que se acovardaram, a Meliá bateu o pé: se a escolha era entre Cuba e EUA, a empresa preferia permanecer em Cuba e fechar sua rede nos Estados Unidos. Os americanos fingiram de mortos e deixaram a Meliá em paz.

Às vésperas da assembleia-geral da ONU, democratas de todo o mundo devem se manifestar. Pelas redes sociais, em tribunas e artigos. Não importa se você é ou não solidário com Cuba e sua Revolução.

O que importa, neste momento, é lutar para todos os povos, não apenas os cubanos, possam exercer seu direito à soberania e à escolha de seu destino, sem qualquer interferência, pressão ou agressão norte-americana.

Se você é contra a brutalidade do bloqueio, diga não aos Estados Unidos. Chega de ameaças, de agressões e de intromissões.

Temos a obrigação de defender o direito de Cuba e de todos os povos à sua autodeterminação.

Diga não ao bloqueio criminoso.

Fernando Morais
Jornalista e escritor, Brasil

Leia a seguir as notas de protesto do MST e da CTB – Central de Trabalhadoras e Trabalhadores do Brasil

Nota del MST de repudio al criminal bloqueo económico contra Cuba

El Movimiento Sin Tierra – MST Brasil, viene por medio de esta nota expresar su total repudio al criminal bloqueo económico impuesto a Cuba hace más de medio siglo por los Estados Unidos de America.

Tal bloqueo implica negativamente en el desarrollo social y económico de Cuba, transformando lo en un país con profundas carencias en el ámbito material de la población, por lo tanto consideramos un crimen en contra la soberanía y autodeterminación cubana.

Exigimos que la ONU, como organismo competente ponga fin definitivo al bloqueo económico y posibilite que Cuba pueda implementar soberanamente su plan de desarrollo económico y social como un derecho democrático fundamental.

Nos sumamos a todos los países que hacen eco con su voto para poner fin al criminal bloqueo y nos solidarizamos a la vez con el pueblo cubano que sigue resistiendo a tal situación de agresión y violación a los derechos humanos cometido por parte de los Estados Unidos.

Dirección Nacional del MST
São Paulo, 10 de septiembre de 2018

CTTB pelo fim imediato do bloqueio contra Cuba

Nos dias 25 de setembro a 1º de outubro ocorre a 73ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU),que novamente deve colocar em pauta o criminoso bloqueio imposto pelos EUA a Cuba desde 1962. Prejuízos bilionários têm sido acumulados pela Ilha.O Instituto Nacional de Pesquisas Econômicas de Cuba avalia que o prejuízo causado pelo bloqueio econômico, no período compreendido entre 1960 e 2017, atingiu o montante de US$ 822,2 bilhões(R$ 3.414,92bilhões).

Tal agressão imperialista foi condenada reiteradas vezes pela comunidade internacional. Em 1º de novembro do ano passado, 191 Estados que integram a ONU aprovaram resolução exigindo o fim do bloqueio. Só EUA e Israel votaram na contramão do sentimento majoritário em todo o globo. Em outubro de 2016,resolução com conteúdo semelhante foi aprovada sem oposição, com abstenção de Washington e seu polêmico parceiro do Oriente Médio.

A neutralidade ainda refletia os passos de aproximação ensaiados por Barack Obama, que restabeleceu os vínculos diplomáticos entre os dois países e acenou para o fim das hostilidades. Com a chegada do bilionário Donald Trump à Casa Branca a atitude mudou e o império retrocedeu à antiga tática de ameaças, pressões e chantagens. O bloqueio foi intensificado.

As Nações Unidas devem renovar neste ano o pronunciamento mundial pelo fim do bloqueio, também reclamado pela União Europeia e Celac, que em nota conjunta divulgada em 17 de julho deste ano rejeitam as “medidas coercitivas de caráter unilateral com efeito extraterritorial” impostas pelo governo estadunidense.

É hora de manifestar mais uma vez nossa ativa e irrestritasolidariedade ao governo, à Revolução e ao povo cubano, cuja heroica resistência é fonte perene de inspiração para as lutas da classe trabalhadora e das forças que prezam o sagrado direito das nações à autodeterminação e rechaçam a política imperialista, criminosa, unilateral e hegemonista dos EUA.

Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil

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  1. Fernando, seu artigo e importantissimo para lembrar o tipo de democracia alardeada a quatro cantos do mundo, que e praticado nos EU e Israel.
    Ali a democracia que vale e a vontade dos seus dirigentes e da economia interna, o resto e propaganda para enganar as pessoas.
    Apos 56 anos ja passou a hora de devolverem Guantanamo , alias uma prisao americana onde os direitos humanos nao sao observados e este bloqueio economico que prejudica a gloriosa e patriotica populaçao de Cuba de insumos basicos ate mesmo para importaçao de remedios que sao a base de controle da diabetes.
    O mundo precisa urgentemente lutar contra as desobediencias destes dois paises que sao os maiores causadores de guerra no mundo.

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