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Como no Nordeste, a esmagadora maioria dos mineiros vota em Lula

Pesquisa feita há um mês apurou que Lula tinha 43% das intenções de voto em Minas Gerais. E continua crescendo. O eleitorado mineiro repete o cenário que ocorre no Nordeste, onde a esmagadora maioria está com Lula, contra os políticos identificados com o golpe, o desemprego, o empobrecimento e o desmonte do Brasil. Nesse cenário os candidatos identificados com o ex-presidente são os mais competitivos. E quem está contra ele tem reduzidas chances eleitorais.

O cenário das eleições em Minas Gerais chega aos seus contornos finais e será muito parecido com o que se verifica no Nordeste. O eleitorado mineiro, como o dos estados do Nordeste, dá imensa vantagem a Lula. Na última pesquisa feita no Estado, apurada após o efeito do solta-prende o ex-presidente, que ocorreu no início de julho passado, o candidato do PT registrava impressionantes 43% de intenção de votos. Todos os adversários juntos não atingiam metade do índice de Lula, segundo o instituto Doxa, responsável pela pesquisa. E Lula continua crescendo no eleitorado mineiro.

Esses números indicam que os políticos que estivem em chapas contrárias ao líder nas pesquisas terão ameaçadas as suas chances de eleição. Por outro lado, os candidatos identificados com o presidente Lula tendem a crescer. A regra vale para todos os cargos.

Uma comprovação desse fenômeno foi demonstrada em Pernambuco. Pesquisa feita no estado, pelo Instituto Datamétrica, apurou que Fernando Haddad salta para 16%, quando apresentado como candidato com apoio de Lula, e vence todos os adversários, nas estimuladas de primeiro e segundo turnos.

Esses resultados foram obtidos antes de Lula confirmar o ex-prefeito de São Paulo como o seu vice e virtual representante nessas eleições, caso ele não possa disputar.

No Nordeste, essa constatação faz com que inúmeros candidatos procurem estabelecer alianças com o PT – na prática com Lula. Até mesmo aqueles que estiveram envolvidos na traição à presidenta Dilma Roussef buscam entrar no guarda-chuvas do presidente Lula, tentando apagar da memória dos eleitores seu papel nos episódios do golpe-impeachment.

Em Minas Gerais essa possibilidade de passar uma borracha no passado recente é muito mais difícil. Isso porque, no Estado, o confronto não ficará limitado à maioria do eleitorado que tem como referencia e a lembrança dos bons tempos dos governos Lula, contra os apoiadores do golpe que está trazendo sofrimento à maioria da população.

O grupo identificado com Temer e o golpe também carrega o desgaste das suas principais lideranças, Aécio Neves e Antônio Anastasia, que estão com as mãos sujas pelo profundo envolvimento no golpe de 2016 e nos mais sórdidos episódios de corrupção que este país já viu.

Aécio é um político que atualmente não pode andar nas ruas de Minas Gerais, tamanha é a sua rejeição – sequer à convenção do PSDB ele compareceu. Seu afilhado político e preposto, Antônio Anastasia, além de carregar o caixão pesado do seu padrinho (como disse Newton Cardoso, um político mineiro que conhece o assunto), ainda foi o relator do golpe-impeachment, contra a presidenta Dilma. Ambos estão entre os principais responsáveis pela tragédia que atinge o Brasil e traz grande sofrimento para a maioria da população.

 Os mineiros escolhem um lado, a maioria está com Lula

O desenho da disputa mineira, portanto é muito semelhante ao cenário das batalhas eleitoras que serão travadas no Nordeste, entre a maioria que se lembra dos tempos bons da era Lula, contra a triste realidade do Brasil de Temer e do golpe. Em Minas Gerais, os apoiadores do golpe ainda terão sua situação agravada pelo “caixão pesado” de Aécio e Anastasia.

Como no Nordeste, os mineiros estão escolhendo um lado. De um lado está Lula, Pimentel e Dilma, que representam um Brasil que deu certo e acolheu todos os brasileiros. Do outro se juntaram Temer, Aécio e Anastasia, que trazem tempos ainda piores.

Mineiros e nordestinos sabem quem tem culpa pela crise

Os resultados de todas as pesquisas feitas em Minas Gerais revelam que os mineiros, como os nordestinos, conseguem furar o poderoso bloqueio da mídia alinhada com o golpe e sabem quem são os verdadeiros responsáveis pela crise no Brasil.

Em Minas Gerais Temer mantém os mesmos índices estratosféricos de rejeição, apurados em todo o país, que superam os 90%. O que difere do resto do país é que, além de carregarem o peso morto do presidente usurpador, os políticos vinculados ao golpe e ao desmonte do país ainda são obrigados a sustentar o cadáver político de Aécio, que tem em no estado uma rejeição comparável ao do traidor do Jaburu.

A maioria dos mineiros tem plena consciência, conforme as pesquisas, de quem são os responsáveis pelas consequências sociais e econômicas do golpe, que afeta centenas de milhões de brasileiros. Para a imensa maioria do eleitorado de Minas Gerais, Temer, Aécio, Anastasia e os seguidores do aecismo são culpados pela quebra de empresas, o desemprego, a volta da miséria, o ressurgimento da fome, a piora dos serviços públicos, a venda do patrimônio de todos os brasileiros e a falta de expectativas no futuro.

Nesse ambiente, as pesquisas indicam que a estratégia mais competitiva, para obter um bom resultado eleitoral em Minas Gerais é a associação com Lula. Na medida em que os mineiros compreenderem qual é o time de Lula no estado, os candidatos associados ao ex-presidente assumirão a liderança no processo eleitoral, exatamente como está acontecendo no Nordeste.

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