O post Ministro do STF dá 48 horas para o governo divulgar números completos de vítimas do coronavírus apareceu primeiro em Nocaute.
]]>Esses números começaram a confundir os brasileiros desde que o ministro Luiz Henrique Mandetta foi demitido do cargo.
O governo mudou o horário da divulgação, que era às 17 horas, para evitar que a notícia fosse dada nos telejornais do horário nobre e, no domingo (7), chegou a divulgar dois números diferentes de mortos.
Ontem, o governo conseguiu confundir ainda mais, afirmando que não divulgaria o número total de mortos, além de expor uma matemática complicada e desnecessária para a divulgação dos números.
Um consórcio inédito e paralelo firmado por órgãos da imprensa foi feito com a finalidade de dar transparência aos dados. Moraes declarou que o “grave risco de interrupção abrupta da coleta e divulgação” é ruim para o sistema de saúde do Brasil, e que o ministério volte a apresentar os novos casos e óbitos conforme realizado até 4 de junho.
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]]>O post Mourão ameaça a liberdade de imprensa, intimida a PGR, o Congresso, o Supremo, ataca FHC e seis ex-ministros apareceu primeiro em Nocaute.
]]>É no mínimo preocupante a plataforma de governo do general Hamilton Mourão, vice-presidente da República, publicada hoje no Estadão sob a forma do artigo “Limites e responsabilidades”. Uma primeira leitura permite identificar, em cada um dos quatro pontos em que é dividido o texto, um recado a uma instituição diferente.
O primeiro ponto é uma inequívoca ameaça à liberdade de expressão. Diz o general: “A imprensa, a grande instituição da opinião, precisa rever seus procedimentos nesta calamidade que vivemos. Opiniões distintas (…) devem ter o mesmo espaço nos principais veículos de comunicação. Sem isso teremos descrédito e reação…”.
Mourão põe deliberadamente no mesmo saco estações de rádio e de tevê – concessões precárias do Estado à iniciativa privada – e jornais, revistas, sites e blogs da Internet. A legislação que rege as concessões de meios eletrônicos estabelece obrigações e limites aos concessionários. Os demais veículos, porém, não estão sujeitos a qualquer interferência pública em sua política editorial. Não há lei que obrigue a Folha, o Estadão, o Globo, Veja, Carta Capital, Istoé, Época, sites e blogs, entre eles este modestíssimo Nocaute, a publicar ou deixar de publicar o que quer que seja. Salvo, claro, por força de decisão judicial transitada em julgado. Qualquer tentativa de mudar isso tem um nome muito familiar à minha geração: censura.
Os destinatários do segundo ponto da catilinária do general vice-presidente são os governadores estaduais. Após circunlóquios em torno de citações de clássicos federalistas, Mourão vai ao tutano: “…governadores, magistrados e legisladores (…) esquecem que o Brasil não é uma confederação, mas uma federação.” É a versão 2.0 do velhíssimo “Romae loquitur, romani audivit”. O Planalto fala, o povo só escuta.
No item três do programa de governo do general, pode-se ver nitidamente, na alça de mira, as figuras do senador Davi Alcolumbre, presidente do Senado, do deputado Rodrigo Maia, presidente da Câmara, do ministro Dias Toffoli, presidente do STF, e do procurador-geral da República, Augusto Aras. Vale o que está escrito: “O terceiro ponto é a usurpação das prerrogativas do Poder Executivo”. Mourão afirma, sem rodeios, que o princípio republicano da separação dos Poderes é “uma regra estilhaçada no Brasil de hoje pela profusão de decisões de presidentes de outros Poderes, de juízes de todas as instâncias e de procuradores, que, sem deterem mandatos de autoridade executiva, intentam exercê-la”. Recomenda-se ao Supremo, ao Congresso e à PGR colocarem suas barbas de molho.
“O quarto ponto é o prejuízo à imagem do Brasil no exterior decorrente das manifestações de personalidades que, tendo exercido funções de relevância em administrações anteriores, por se sentirem desprestigiados ou simplesmente inconformados com o governo democraticamente eleito em outubro de 2018, usam seu prestígio para fazer apressadas ilações e apontar o País ‘como ameaça a si mesmo e aos demais na destruição da Amazônia e no agravamento do aquecimento global’, uma acusação leviana que, neste momento crítico, prejudica ainda mais o esforço do governo para enfrentar o desafio que se coloca ao Brasil naquela imensa região, que desconhecem e pela qual jamais fizeram algo de palpável.”
Presunçoso, Mourão desenterra um fantasma que assombrava os generais ditadores de 64: as “campanhas de difamação do Brasil no exterior”. Neste caso o recado tem endereço certo. O trecho entre aspas nos escritos do vice-presidente foi retirado de um artigo publicado uma semana atrás nos jornais Folha e Globo, intitulado “A reconstrução da política externa brasileira” (leia aqui: https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2020/05/a-reconstrucao-da-politica-externa-brasileira.shtml). O autores, que Mourão acusa de “jamais terem feito algo de palpável pela Amazônia” são o ex-presidente da República e ex-ministro das Relações Exteriores Fernando Henrique Cardoso, os ex-ministros das Relações Exteriores Aloysio Nunes Ferreira, Celso Amorim, Celso Lafer, Francisco Rezeke, José Serra, o ex-ministro da Fazenda e do Meio Ambiente e ex-embaixador do Brasil em Washington,Rubens Ricupero, e o ex-secretário especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República Hussein Kalout.
(Para ler o artigo, clique em https://opiniao.estadao.com.br/noticias/espaco-aberto,limites-e-responsabilidades,70003302275 – só para assinantes.)
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]]>O post Toffoli derruba censura imposta ao Porta dos Fundos. apareceu primeiro em Nocaute.
]]>O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, concedeu nesta quinta-feira (9) decisão liminar (provisória) para autorizar a Netflix a exibir o “Especial de Natal Porta dos Fundos: A Primeira Tentação de Cristo”.
Em nota oficial o ministro afirmou que: “Não se descuida da relevância do respeito à fé cristã (assim como de todas as demais crenças religiosas ou a ausência dela). Não é de se supor, contudo, que uma sátira humorística tenha o condão de abalar valores da fé cristã, cuja existência retrocede há mais de 2 (dois) mil anos, estando insculpida na crença da maioria dos cidadãos brasileiros”.
O desembargador Benedicto Abicair, da 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, determinou na tarde de quarta-feira (8), a retirada do ar do especial de natal após pedido da associação católica Centro Dom Bosco de Fé e Cultura.
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]]>O post O corajoso voto de Rosa Weber a favor da Constituição apareceu primeiro em Nocaute.
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]]>O post Como começou a quarta-feira, 28 apareceu primeiro em Nocaute.
]]>é a manchete da Folha de S.Paulo.
Na primeira página do Globo, a chamada é bem discreta:
E no Estadão, com letras menores ainda, sem tocar no nome de Moro:
O Estadão, sendo o Estadão, deixa bem claro: “A força-tarefa da Lava Jato falou em ‘imensa preocupação’ com decisão”.
A primeira notícia do dia que apareceu nos sites de notícias foi a internação do ministro do Meio-Ambiente, Ricardo Salles, em Brasília. O motivo foi “mal-estar”.
Ministro do Meio Ambiente é internado em UTI de hospital em Brasília https://t.co/CaPqtuUKDb
— Folha de S.Paulo (@folha) August 28, 2019
Nada, absolutamente nada, na grande imprensa sobre os vazamentos de ontem, obtidos pelo site The Intercept e publicados pelo portal UOL.
As mensagens mostram procuradores fazendo chacota com o luto do presidente Lula, quando ele perdeu a esposa Marisa, o irmão Vavá e o neto Arthur. Os jornais não quiseram melindrar a Lava Jato.
A foto principal na Folha é a terra devastada no Pará, com grande destaque.
O governador de São Paulo, João Doria, em plena campanha para 2022, aparece na página A8 da Folha, bem espertinho:
Bom título da Folha, na página A16, já veio copidescado:
No Globo, o colunista Merval Pereira escreve: “Até a defesa do ex-presidente Lula já anunciou que fará uma revisão dos processos para ver se pode se beneficiar”. Como assim, “até”?
Na capa da Guardian Weekly que começou a circular hoje em vários países, a imagem da nossa tragédia: “As queimadas na Amazônia”.
Na capa do diário francês Libération, uma chamada discreta, mas que vale salientar: “Bolsonaro, um Chefe de Estado quase pária”. O significado de paria, no dicionário Le Petit Robert: “Pessoa rejeitada por todos”.
Bolsonaro aparece até no jornal sensacionalista alemão, o Bild. O jornal diz:
Bolsonaro não quer nossos milhões para apagar o fogo”.
Hoje, quem passar numa banca de jornais na França, vai descobrir a ameaça de extinção das abelhas, em duas publicações.
Na primeira página do jornal Le Monde:
E na capa da revista mensal Pour la Science, a edição francesa da American Scientific:
Um assunto, tão sério para o planeta Terra, parece que foi deixado de lado por nossos pauteiros.
Circulando nas redes sociais, as duas piadas do dia:
O cartum escolhido nesta quarta-feira é o do Hubert, na Folha.
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]]>O post Se não condenar as imoralidades praticadas por Moro, o próprio Supremo se desmoraliza apareceu primeiro em Nocaute.
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]]>O post Para não beneficiar Lula, Supremo prejudica 150 mil presos apareceu primeiro em Nocaute.
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]]>O post Temos que sair às ruas e exigir o nosso direito de votar em quem quisermos apareceu primeiro em Nocaute.
]]>Não sei notícias do doutor Favretto, aquele desembargador que teve a coragem de cumprir a lei, o que, no Brasil, é cada vez mais raro. E que, aliás, foi censurado por uma das mulheres fortes do Judiciário, que, a exemplo das outras duas mulheres fortes, parece não gostar do companheiro Lula, justo o presidente que mais deu lugar a mulher no seu governo, buscando, a todo o custo, o equilíbrio e a justiça de gênero. Vai entender! Acabam, assim, por servir aos interesses do governo mais misógino que já tivemos.
Ao estar com o companheiro, em visita em sua prisão, deparei-me com um ser humano resiliente, consciente da injustiça que está sofrendo, e convicto da sua missão, missão que tomou para si de buscar a construção de um Brasil justo, soberano e altaneiro.
Contudo, como dizem as escrituras: “A esperança adiada faz o coração ficar doente!” Ainda mais nessa mudança recente que, parece, temos sofrido no Judiciário, sim, porque, agora, para além de todas as instâncias, e dos supremos, temos um juiz especial que manda em tudo e em todos, mesmo em férias.
Quem pode impedir que a esperança seja adiada somos nós, o chamado povo brasileiro… ou saímos às ruas e exigimos o nosso direito de votar em quem quisermos até que a lei, devidamente, cumprida diga o contrário, ou não mais veremos país nenhum, do que, aliás, já estamos muito perto… basta ver o que já foi destruído ou dilapidado em tão pouco tempo!
Nosso luto vem do verbo lutar!
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