
Começou com os jornalões, cada um pegando um assunto para si. A manchete principal da Folha de S.Paulo é a liminar do juiz Luís Roberto Barroso, que derrubou a medida provisória de Bolsonaro de levar a questão da demarcação das terras indígenas para o Ministério da Agricultura.
O Estadão escolheu para manchete de primeira página, a promessa do governo de dar 6 bilhões aos Estados que privatizarem gás, concretizando a política do toma lá, dá cá.
CAPA: União promete pagar até R$ 6 bilhões por ano a Estados que privatizarem gás https://t.co/Bz05o5OYU7 pic.twitter.com/btnn0U2HRp
— Estadão (@Estadao) June 25, 2019
O Globo anuncia em sua manchete principal que o Congresso prepara um novo projeto para posse de armas, numa tentativa de não deixar o tiro sair pela culatra.
O bairrismo carioca levou o jornal dos irmãos Marinho a estampar uma foto de todo tamanho do encontro entre Bolsonaro com Chase Carey, executivo da Fórmula 1, e a promessa do presidente de trazer o Grande Prêmio para o Rio de Janeiro, em 2021.

Como se, depois de todos os nossos problemas resolvidos, que tal discutir o GP Brasil no Rio, a lei que obriga o uso de cadeirinha para crianças nos automóveis e a tomada de três pinos?
Presidente se reuniu com diretor executivo da Fórmula 1 e o governador do Rio. https://t.co/SqiFCvDu49
— Jornal O Globo (@JornalOGlobo) June 24, 2019
Sem um grande assunto do dia, os jornais pulverizaram chamadinhas nas suas primeiras páginas. Até os dez anos da morte de Michael Jackson ganhou destaque na Folha e no Estadão.
Esta é a capa da #Folha desta terça-feira (25). Acesse https://t.co/OUrEFevL3e para ler mais. #folha #folhadespaulo #fsp pic.twitter.com/nN3KNZUci4
— Folha de S.Paulo (@folha) June 25, 2019
Nos editoriais, O Globo reclama da falta de sintonia entre o ministro Paulo Guedes e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. A Folha mostra preocupação com as ameaças contra a Amazônia e o Estadão afirma: “O vigor do agronegócio, a confiança do investidor estrangeiro e também a estagnação do País continuam garantindo a segurança das contas externas, uma bênção para um governo forçado a executar complicados ajustes e reformas.”


É sempre bom mostrar a charge da Laerte, aquela que acerta sempre na mosca.

E não poderíamos deixar de registrar o “Erramos” da Folha. Ou seria ato falho?

