Brasil

Senado derruba bandeira eleitoral de Bolsonaro

Por 47 votos a 28, o Senado derrubou na noite desta terça-feira (18) projeto que foi uma das principais armas de Bolsonaro para vencer as eleições: flexibilizar as normas de posse e porte de armas de fogo. O texto agora vai para a Câmara dos Deputados, onde será apreciado em plenário.

Governo sofre mais uma derrota com decisão do Senado de derrubar os decretos de Bolsonaro que flexibilizam o porte e a posse de armas no Brasil. A decisão ainda tem que passar pela Câmara. O tema deverá tramitar em regime de urgência, indo direto para o plenário. Ainda não há prazo para a votação.

Após a votação no Senado, Bolsonaro publicou em seu Twitter que espera que a “Câmara não siga o Senado, mantendo a validade do nosso decreto, respeitando o Referendo de 2005 e o legítimo direito à defesa”.

Um pouco mais cedo, após cerimônia no palácio do Planalto nesta terça-feira (18), o capitão afirmou que seu governo vai facilitar a vida de quem quiser ter armas em casa.

“Toda boa ditadura é precedida do desarmamento. Você vê: o povo venezuelano não tem como reagir. Se tivesse não estaria acontecendo tudo isso que está acontecendo lá”, afirmou.

O filho do presidente, senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) estava presente na sessão desta terça (18) no Senado e defendeu a facilitação do porte. “O cidadão tem o direito de proteger a si e sua família”, afirmou o filho do presidente pelo Twitter.

“Criei meus filhos sem dar um tiro sequer. E morava na minha propriedade rural sozinha com três crianças. Senhor Presidente da República, arme e treine os policiais. Pagamos impostos para que o Estado brasileiro cuide de nós. Não transfiram a obrigação de vocês, governo federal, para o povo brasileiro”, disse a senadora Kátia Abreu (PDT-TO).

“O monopólio da força tem que permanecer com o Estado. Sabe o que é um vereador ter direito de andar com uma arma de fogo e ir a uma reunião numa comunidade? É um poder gigantesco para intimidar as pessoas. Nós daremos um recado a esse governo que não preza a vida”, argumentou o senador Humberto Costa (PT-PE).


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