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Polícia arromba embaixada venezuelana em Washington para deter ativistas pró Maduro

Ativistas do grupo de defesa dos direitos humanos Codepink ocupavam a embaixada venezuelana desde o final de abril para evitar que oposição assuma o poder. O governo venezuelano caracterizou a invasão das autoridades dos EUA em sua embaixada como uma violação do direito internacional.

Na noite de segunda-feira (13), o Serviço Secreto ordenou que os ativistas deixassem a embaixada ou seriam presos.

A ativista do CODEPINK Medea Benjamin informou na sua conta no Twitter que a polícia estava tentando deter um grupo de manifestantes que guardam a embaixada contra a invasão pelas autoridades americanas.

Mesmo com as advertências, pelo menos quatro ativistas permaneceram no prédio, alegando estar legalmente dentro de uma instalação diplomática, residindo como convidados do legítimo governo venezuelano conduzido pelo presidente Nicolás Maduro, e sujeitos à Convenção de Viena, que estabelece a inviolabilidade de missões consulares.

Autoridades norte-americanas desligaram a água no sábado e impediram que alimentos e suprimentos médicos fossem entregues nas instalações, em uma tentativa de forçar a saída dos manifestantes.

Autoridades norte-americanas desligaram a água no sábado e impediram que alimentos e suprimentos médicos fossem entregues nas instalações, em uma tentativa de forçar a saída dos manifestantes.

Segundo o Departamento de Estado, a polícia dos EUA arrombou nesta quinta-feira (16) a embaixada venezuelana em Washington e deteve quatro ativistas do Coletivo de Proteção da Embaixada a pedido do representante do líder da oposição venezuelana Juan Guaidó nos EUA, Carlos Vecchio.

Além disso, o porta-voz dos Serviços Secretos dos EUA confirmou que a entidade ajudou a divisão de Segurança das Missões Diplomáticas do Departamento de Estado a deter os ativistas.

O governo venezuelano caracterizou a invasão das autoridades dos EUA em sua embaixada em Washington como uma violação do direito internacional.

Com Sputnik


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