Brasil

PGR pede e Fachin abre processo contra Onyx, que já havia sido perdoado por Moro

A Procuradoria-Geral da República requereu e o ministro Edson Fachin, do STF, mandou abrir processo para apurar o pagamento de Caixa 2 ao deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), futuro ministro de Bolsonaro. O ex-juiz Sérgio Moro havia declarado que o “pedido de desculpas” do deputado encerrava o problema.

O ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin autorizou a abertura de um processo para apurar o suposto recebimento de caixa dois envolvendo o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), futuro ministro da Casa Civil do governo de Jair Bolsonaro, e a empresa J&F, proprietária do frigorífico JBS.

A abertura do procedimento foi feita a pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e trata-se de uma fase preliminar. A partir de agora, a PGR deverá promover diligências e analisar o caso com maior atenção antes de decidir se leva as investigações adiante e encaminha um pedido para a abertura de inquérito.

Onyx já admitiu em uma entrevista ter recebido R$ 100 mil da JBS e pediu desculpas.

O futuro ministro da Justiça e Segurança, Sergio Moro, disse em entrevista no dia 06 de novembro que não via grandes problemas nos crimes de Lorenzoni, “ele já admitiu e pediu desculpas”, afirmou Moro.

Apesar da abertura da petição, Sergio Moro reafirmou nesta terça-feira (4) sua confiança no ministro extraordinário da transição confirmado para assumir a Casa Civil a partir de janeiro. “[Ele] tem minha confiança pessoal”, disse Moro em entrevista coletiva.

“Eu já me manifestei anteriormente. É uma questão de Onyx. O que vejo é um grande esforço [do ministro Onyx] para a aprovação das 10 medidas do Ministério Público, razão pela qual foi abandonado por grande parte de seus pares. Ele tem minha confiança pessoal”, afirmou o futuro ministro da Justiça.

De acordo com a delação de ex-executivos da J&F, Lorenzoni teria recebido dois repasses em espécie no valor de R$ 100 mil, um em 2012 e outro em 2014, a título de caixa dois. O deputado já admitiu publicamente ter recebido o repasse mais recente, sobre o qual pediu desculpas, mas sempre negou o mais antigo.

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