Brasil

A república punitiva de Curitiba e seu tentáculo gaúcho

Por esses dias, o ministro Edson Fachin recusou um pedido de Lula baseado-se na decisão daqueles três juízes do Tribunal Regional de Porto Alegre.

Às vezes as coisas se esclarecem de uma maneira inesperada.

Por esses dias, por exemplo, o meritíssimo ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, recusou um pedido da defesa de Lula baseado na decisão daqueles três meritíssimos juízes do Tribunal Regional de Porto Alegre.

Aqueles três que pareciam sobrinhos do Pato Donald, um começava uma frase o outro seguia e o terceiro completava, mostrando claramente a farsa que foi armada para mandar prender o Lula.

Agora, o ministro Fachin atende uma determinação do Tribunal Regional de Porto Alegre.

Então, que Corte Suprema é essa que uma de segunda instância determina o que pode e o que não pode?

Uma coisa espetacular. A república punitiva de Curitiba e seu tentáculo gaúcho mandando na Corte Suprema da República Federativa do Brasil.

Tudo ao contrário.

Tem um outro acaso que também chama enormemente a atenção.  

Outro ministro da Corte Suprema, o ministro Marco Aurélio Mello, declarou à televisão portuguesa que a prisão de Lula é anticonstitucional, uma prisão ilegal.

Por que ele não falou isso antes?

Isso que todo mundo diz há tempos – que a prisão é uma farsa, que a prisão é ilegal, que a prisão é parte do golpe – agora o Marco Aurélio Mello disse em Portugal.

Eu não li em nenhum veículo brasileiro exceto o Jornal do Brasil, aqui do Rio, que foi atrás dele para confirmar, e ele confirmou explicando: “não estou falando do Lula, estou dizendo em geral”. Ele está falando do Lula, é óbvio.

E a meritíssima presidente da Corte Suprema Carmen Lúcia não quer julgar o caso.

Então a farsa está revelada e por quem? Por três ministros da Corte Suprema.

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