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A entrada da Colômbia na OTAN é muito grave. Entenda o porquê


 
No dia 25 de maio, quando todo mundo ainda estava preocupado com a greve dos caminhoneiros no Brasil, teve uma notícia envolvendo um país perto de nós que anuncia uma nova tragédia no horizonte.
A Colômbia anunciou sua adesão ao Tratado do Atlântico Norte (OTAN) que é uma aliança militar criada durante a guerra fria sob liderança dos Estados Unidos e que agrega os países do Atlântico Norte. Então a primeira pergunta é: o que a Colômbia tem a ver com o Atlântico Norte? Absolutamente nada.
Essa notícia é extremamente grave porque, em primeiro lugar, ela traz os conflitos associados a OTAN para a Amazônia, e aí as coisas vão se concatenando.  Em 1990 houve o Plano Colômbia, supostamente articulado para combater o narcotráfico e o terrorismo, e por obra e graça do Plano Colômbia, o Bill Clinton começou a instalar bases militares dos Estados Unidos na Amazônia.
Agora a Colômbia adere à OTAN, ou seja, a OTAN tem bases na Amazônia, e isso do ponto de vista histórico já é uma tragédia, porque significa que nos estamos importando conflitos que aconteceram lá na Guerra Fria para a Amazônia. Isso em primeiro lugar.
Em segundo lugar existe uma questão mais imediata: a Colômbia faz fronteira que a Venezuela, o Trump já anunciou sua intenção de eventualmente articular uma ação militar contra a Venezuela.
O Trump também diz que a Venezuela está se armando graças ao apoio da Rússia. Ou seja, o que se prevê agora é a possibilidade de um conflito envolvendo Colômbia e Venezuela, mas que por um lado tem por trás da Colômbia a Otan e por trás da Venezuela, a Rússia.
Ou seja, está se anunciando a possibilidade de um conflito, a chamada proxy war, a guerra por procuração, entre EUA e Rússia, só que tendo como território a Amazônia. Isso é um total absurdo, mas remete à crise brasileira. Porque é óbvio que o objeto desse conflito é saber quem controla o petróleo da Venezuela. E os EUA já deram vastas demonstrações durante todo o passado recente de que vão fazer qualquer negócio para tomar conta do petróleo e controlar o petróleo do mundo. Inclusive atear fogo na Amazônia se for necessário.
É disso que se trata também no Brasil: quem controla a Petrobras e as nossas reservas. E estamos vendo até onde o imperialismo dos EUA pode ir com esse propósito. Aquilo que está sendo articulado na Colômbia é o futuro que nos espera aqui no Brasil se a gente não souber reagir e impedir que chegue esse momento.
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