Brasil

Governo provoca caminhoneiros com novo aumento do diesel

As interdições de rodovias federais promovidas pela Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) serão mantidas nesta terça-feira (22). A expectativa da entidade é que, em função das indecisões do governo sobre o assunto e da nova alta no preço dos combustíveis, o movimento ganhe força nas próximas horas. Balanço divulgado ontem (21) pela Abcam contabilizou interdições em 19 estados. Já a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que a mobilização foi ainda maior, atingindo 21 unidades federativas. No início desta manhã, a PRF já registrava 16 estados com pontos de rodovias interditados.
A Petrobras anunciou nesta terça-feira que a gasolina subirá 0,9%, para R$ 2,0687 o litro, e o diesel, 0,97%, para R$ 2,3716 . Em maio, o preço da gasolina subiu 16,07%.

Foto: Marcelo Camargo – Agência Brasil


De acordo com a assessoria da Abcam, cerca de 200 mil caminhoneiros aderiram ao movimento. “Nossa expectativa é que esse número fique ainda maior hoje, tanto do ponto de vista da adesão de caminhoneiros como do número de pontos interditados. Tudo motivado pela falta de retorno por parte do governo, ainda mais após ter sido anunciado o sexto aumento do preço dos combustíveis, em uma semana. Isso foi visto como uma afronta pelos caminhoneiros”, disse a assessora da entidade, Carolina Rangel.
A Abcam informa que as manifestações ocorrem de forma pacífica, e que serão conduzidas de forma a não prejudicar o deslocamento das pessoas nas estradas. “A ideia é fechar apenas uma faixa ou ficar no acostamento, conscientizando os companheiros que porventura estiverem passando. Não queremos que as rodovias parem. Queremos preservar o direito de ir e vir das pessoas”, disse a assessora da Abcam.
Após reunião com os ministros da Fazenda, Eduardo Guardia, de Minas e Energia, Moreira Franco, e o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, afirmou que o governo não considera a hipótese de pedir mudança na política de preço da estatal.
“Queria enfatizar que já na abertura da reunião fomos informados que em hipótese nenhuma, em nenhum momento, passou pela cabeça do governo que poderia pedir qualquer mudança na política de preços”.
A Abcam reivindica a isenção de PIS, Cofins e Cide sobre o óleo diesel utilizado por transportadores autônomos. A associação também propõe medidas de subsídio à aquisição de óleo diesel, que poderia ser dar por meio de um sistema ou pela criação de um Fundo de Amparo ao Transportador Autônomo. A categoria alega que os caminhoneiros vêm sofrendo com os aumentos sucessivos no diesel, o que tem gerado aumento de custos para a atividade de transporte. Segundo a associação, o diesel representa 42% dos custos do negócio e 43% do preço do combustível na refinaria vem do ICMS, PIS, Cofins e Cide.
Este é o 11º aumento do preço do combustível nos últimos dezessete dias.
*Com informações da Agência Brasil
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  1. Avatar
    José Eduardo Garcia de Souza says:

    Certo. Quer dizer que o governo deveria fazer como Dilma, verdade? Congelar o preço dos combustíveis, comprar e/ou produzir a um preço mais caro do que aquele pelo qual se vende, causar um rombo de 70 bilhões e quebrar a Petrobrás de novo? Logo agora que ela começou a se recuperar do estrago e tem chances reais de não ter que ser vendida, confere? É isso mesmo o que se quer? Na boa? E depois que ela quebrar de novo e for vendida a preço de banana, haverá berreiro de entreguismo e coisas afins? São só algumas perguntas.

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