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Gleisi vence mais uma ação contra ofensas e calúnias publicadas na internet

A senadora paranaense e presidenta nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann, acaba de vencer mais uma ação na Justiça contra autores de ofensas, calúnias, difamações e pela postagem de notícias falsas (as chamadas ‘fake news’) contra ela, divulgadas em veículos de informação e na internet. Desta vez, a Paiaiá Comunicação Ltda., empresa proprietária de uma emissora de rádio FM da Bahia, teve de se retratar publicamente pela reprodução de ofensas dirigidas à senadora da República.
Diz o termo de retratação que foi publicado no site da rádio: “reproduzimos em nosso site matéria com conteúdo ofensivo a Senadora Gleisi Hoffmann, informações inverídicas e a prática de atos que não correspondem à verdade. A referida matéria continha ofensas, adjetivos vulgares e misóginos, capazes de macular a idoneidade privada e pessoal da Senadora Gleisi Hoffmann, bem como das mulheres em geral, pois contribuem para banalizar o machismo, a misoginia e a violência de gênero, além de citar atributos físicos da Senhora Senadora acima nominada”.
Na retratação, ainda, a empresa reconhece que errou ao reproduzir matéria que em nada contribui para a coletividade e que extrapola a liberdade de expressão. “Manifestamos nosso profundo lamento pelo ocorrido e pedimos desculpas e nos solidarizamos à Senhora Senadora Gleisi Hoffmann pelos danos causados à sua honra e de sua família, bem assim, a todos as pessoas que se sentiram ofendidas em face da veiculação da desonrosa matéria”.
De acordo com os termos do acordo de retratação pública, a Paiaiá Comunicação Ltda se comprometeu a reestabelecer a verdade dos fatos e a pagar indenização por danos morais no valor de cinco salários mínimos (R$ 4.770,00), que será revertida em favor da Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis de Curitiba e Região Metropolitana – Catamare.
“Fake news” saem do anonimato para a responsabilização
O caso da Paiaiá FM não é o primeiro de retratação pública em favor da senadora Gleisi Hoffmann. Uma série de decisões recentes, favoráveis ao Partido dos Trabalhadores (PT) e à senadora Gleisi Hoffmann, impõem limites para quem extrapola a liberdade de expressão do pensamento e viola, por meio de postagens caluniosas, falsas e difamatórias em blogues e redes sociais, os direitos da pessoa e da comunidade. As chamadas “fake news” ou notícias falsas divulgadas nas redes têm punição, sim.
Fábio Cotrim Lima publicou em sua página do Facebook, no último dia 4 de maio, uma retração às ofensas, agressões e injúrias de caráter misógino, proferidas contra Gleisi. Já Evaldo Haddad Fenerich, o Ucho Haddad, foi condenado a indenizar a parlamentar do Paraná em dez mil reais por danos morais. Há anos, ele age como um disseminador contumaz de fake news, calúnias e difamações contra Gleisi na internet.
Recentemente também, a Procuradoria Geral da República (PGR) arquivou uma notícia de fato baseada em queixas do deputado federal Major Olímpio, que alardeou preconceitos e ignorâncias com relação ao fato da senadora ter concedido entrevista à TV Al Jazeera, do Catar, para denunciar a perseguição política do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o golpe de estado em curso no País e defender a liberdade e o direito de Lula ser candidato em 2018.
A decisão de arquivar tal representação abre precedente para invalidar outras reclamações de adversários sobre o mesmo assunto. Tanto que a senadora também move notícias de crime na própria PGR contra os autores das demais queixas, por representarem, estas sim, um “atentado” de ignorância, má fé, de preconceito e intolerância contra o povo árabe.
Clique aqui para acessar a retratação, publicada no site da Paiaiá.
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