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Testemunha acusa vereador Marcello Siciliano e miliciano de mandarem matar Marielle

Um homem que fazia parte de uma milícia do Rio de Janeiro acusa o vereador Marcello Siciliano (PHS) e Orlando Oliveira, ex-PM preso acusado de chefiar uma milícia, de mandarem matar a vereadora Marielle Franco (PSOL) e o motorista Anderson Gomes, assassinados no dia 14 de março. A informação é do jornal O Globo, que teve acesso ao depoimento da testemunha.
O delator diz ter presenciado conversas entre Siciliano e o ex-policial. Em uma, o vereador teria falado alto: “Tem que ver a situação da Marielle. A mulher está me atrapalhando. Marielle, piranha do [Marcelo] Freixo. Precisamos resolver isso logo”.
Segunda a testemunha, o vereador e o ex-PM têm negócios em conjunto na Zona Oeste do Rio. Em seu depoimento, ela menciona os nomes de pelo menos 15 pessoas, incluindo policiais, bombeiros e empresários, que fariam parte do grupo comandado pela dupla. A testemunha, que trabalhava como segurança do ex-PM, disse que o vereador dá suporte financeiro às atividades da milícia.
O delator afirma que a desavença entre Siciliano e Marielle foi motivada pela expansão das ações comunitárias da vereadora na Zona Oeste e sua crescente influência em áreas de interesse da milícia e ainda controladas pelo tráfico. “Ela peitava o miliciano e o vereador. Os dois (o miliciano e Marielle) chegaram a travar uma briga por meio de associações de moradores da Cidade de Deus e da Vila Sapê. Ela tinha bastante personalidade. Peitava mesmo”, disse a testemunha.
O depoimento dá detalhes sobre como o assassinato teria sido planejado e os nomes de quem teria executado cada tarefa. Orlando teria mandado dois homens de sua confiança providenciarem a clonagem de um carro. Um outro homem, identificado como Thiago Macaco, teria feito o levantamento dos hábitos da vereadora e os trajetos que costumava fazer.
A testemunha também afirma que a morte de Carlos Alexandre Pereira Maria, colaborador do vereador, foi “queima de arquivo”. O corpo foi encontrado pela polícia em 8 de abril, 25 dias depois da execução de Marielle, dentro de um carro na estrada.
O assassinato a tiros do PM reformado Anderson Claudio da Silva, dois dias depois da morte de Alexandre, também estaria relacionado à morte de Marielle, diz o delator. Um ex-PM ferido foi preso não muito longe do local do crime, baleado nas pernas e com uma pistola dentro do carro.
Marcelo Siciliano nega as acusações e diz que Marielle era sua amiga. Um dia após o assassinato da vereadora, ele postou uma foto com ela e uma mensagem de pesar.

Em agosto de 2017, Marielle postou um vídeo de uma fala sua na tribuna da Câmara do Rio na qual confronta o vereador Siciliano:

Mataram a Marielle e um pouco da gente morreu junto


https://www.nocaute.blog.br/2018/04/08/fernando-morais-entrevista/

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  1. José Eduardo Garcia de Souza says:

    A história de que Marielle foi “assassinada pelo Estado brasileiro”, pelo visto, começa a desmoronar.
    Espero, sinceramente, que os assassinos dela sejam apanhados e exemplarmente punidos. E, ainda, que, à luz dos primeiros bons resultados da intervenção na Segurança do Rio que já se fazem notar, que os que dizem que” o Brasil foi invadido pelas Forças Armadas” e patacoadas semelhantes parem de dizer tais inverdades e pensem no quão importante é desbaratar estas organizações de traficantes e milícias, que só pensam nelas e roubam, achacam, torturam escravizam e matam gente de todos os gêneros, idades, cores e classes sociais.

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