Brasil é líder mundial em assassinatos de defensores do meio ambiente

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Cortejo com o corpo de Dorothy Stang (Foto: Greenpeace/Alberto Cesar Araujo)

Mais de três militantes ambientalistas foram mortos por semana em 2015, segundo o relatório da organização Global Witness.

O Brasil lidera a lista de assassinatos documentados no ano: das 185 mortes ao redor do mundo, 50 foram no país.

O número total é o mais alto já registrado, com um crescimento de 59% de 2014 para 2015. Depois do Brasil, que também bateu o recorde de mortos, o país mais perigoso para os militantes ambientalistas são as Filipinas, com 33 assassinatos, seguido pela Colômbia, com 26, Peru e Nicarágua empatados com 12 e a República Democrática do Congo, com 11.

As principais causas das mortes foram disputas envolvendo o avanço de projetos de mineração, expansão do agronegócio, extração de madeira e a construção de novas usinas hidrelétricas.

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O relatório aponta para a vulnerabilidade dos povos indígenas, que devido à fragilidade de demarcação de territórios e ao isolamento geográfico, tornam-se alvos frequentes de expropriadores de terra e de recursos naturais. Em 2015, quase 40% das vítimas foram indígenas.

De acordo com a publicação da organização, a luta para salvar a floresta Amazônica é, cada vez mais, “uma luta contra gangues criminosas que aterrorizam populações locais a mando de empresas de madeira e oficiais corrompidos”.

Estima-se que cerca de 80% da madeira extraída no Brasil é ilegal, e corresponde a 25% da madeira ilegal no mercado mundial. Grande parte é vendida para compradores do Reino Unido, Estados Unidos, Europa e China.

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