ato político – Nocaute https://controle.nocaute.blog.br Blog do escritor e jornalista Fernando Morais Mon, 20 Apr 2020 14:10:25 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=5.4.1 https://nocaute.blog.br/wp-content/uploads/2018/06/nocaute-icone.png ato político – Nocaute https://controle.nocaute.blog.br 32 32 A hora é agora: impeachment já! Ou o golpe virá. https://nocaute.blog.br/2020/04/20/a-hora-e-agora-impeachment-ja-ou-o-golpe-vira/ Mon, 20 Apr 2020 13:59:08 +0000 https://nocaute.blog.br/?p=64167 Jair Bolsonaro passou de todo os limites - cruzou a linha da legalidade ao participar de ato político pregando a volta do AI-5 da ditadura. Ele cometeu aberta e conscientemente crime de responsabilidade. Se não for detido, caminhará para o golpe.

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Jair Bolsonaro passou de todo os limites –  cruzou a linha da legalidade ao participar de ato político pregando a volta do AI-5 da ditadura. Ele cometeu aberta e conscientemente crime de responsabilidade. Se não for detido, caminhará para o golpe.

Com quem e como formar uma nova maioria no país para derrotar o governo genocida de Bolsonaro e as forças que o apoiam é a esfinge que temos que enfrentar com urgência. Com que instrumentos travar esta batalha, paralelamente à luta contra a pandemia do coronavírus que ameaça a vida dos brasileiros em especial do povo trabalhador e dos pobres e já fez centenas de mortos em nosso país?

A primeira pergunta é quem quer derrotar Bolsonaro? Além das esquerdas, derrotadas nas eleições presidenciais viciadas de 2018 — com o impedimento a Lula de ser candidato e o turbinamento de fake news impulsionadas pelo capital empresarial —, a oposição a Bolsonaro é engrossada, hoje, pela direita liberal, que apoiou o capitão e o projeto econômico ultra-liberal de seu ministro da economia, mas distanciou-se dele frente ao seu autoritarismo, seus ataques à democracia e às instituições, seu fundamentalismo e obscurantismo.

A segunda pergunta é derrotar Bolsonaro para que? Para restabelecer a democracia e garantir o funcionamento das instituições que a sustentam e tirar o país da crise e da regressão social e cultural que enfrenta. Ou também para alterar o modelo econômico neoliberal que dilapida as riquezas do país, põe no chão sua soberania, tira o sangue dos trabalhadores e só faz concentrar a renda na mão dos mais ricos?

A terceira pergunta é se as esquerdas teriam que se conformar em apenas assegurar a democracia para por fim ao obscurantismo participando de uma coalizão para salvar o país com a direita liberal, as entidades democráticas da sociedade civil e de trabalhadores, de estudantes, de movimentos sociais e comunitários? Ou têm a obrigação e o direito de exigir o restabelecimento dos direitos políticos de Lula e a ampliação do estado de bem estar social para o povo e da soberania nacional, esta expressa em um projeto de desenvolvimento nacional? Como compatibilizar estas demandas com a coalização com a direita liberal que quer Bolsonaro fora do poder mas apoia o projeto ultra-liberal de Guedes e do rentismo do capital financeiro?

Coalizão nacional contra Bolsonaro

Tenho claro que é papel das esquerdas participar da coalização nacional pela defesa da democracia e derrota do obscurantismo, pelo Fora Bolsonaro gritado pelas janelas no país e nas redes contra sua política genocida contra o isolamento social que só agrava o ritmo da contaminação pelo coronavírus, conta que já está sendo paga pelo povo pobre do país — em São Paulo, cidade mais rica do país e epicentro da pandemia no Brasil as mortes e os casos de contaminação já se concentram nas periferias lideradas pelas mulheres na faixa de 30 a 39 anos.

Mas como sabemos historicamente que a direita liberal brasileira quer mudar para nada mudar, recusa-se a uma reforma social e política, persiste numa transição por cima e acordada com os militares e o capital econômico e financeiro, as esquerdas precisam participar da coalização nacional contra Bolsonaro apoiadas em um programa de governo para fazer frente à crise nacional e à pandemia. Programa este que tem ter como prioridade a saúde pública e a renda dos trabalhadores e a reorganização da economia via reformas estruturais como a bancária-financeira e a tributária para enfrentar a recessão mundial agora agravada pela pandemia.

Esta também não será uma tarefa fácil pois as esquerdas seguem divididas. Haverá nas esquerdas uma direção capaz de liderar sua unidade e construir uma alternativa a Bolsonaro e à direita liberal em meio à luta de classes e social, no olho do furacão da crise institucional e de uma crise humanitária, preservando a defesa da saúde e da vida do nosso povo?

O papel do PT

Cabe ao PT, como força ainda majoritária nas oposições, e ao ex-presidente Lula a liderança dessa luta. As decisões não são fáceis, pois, em sua última reunião, o Diretório Nacional do partido optou por não aprovar o Fora Bolsonaro para concentrar as energias na luta contra a pandemia e na defesa de condições de sobrevivência para os trabalhadores e pequenas e médias empresas, de preservação dos empregos e de apoio e solidariedade ao povo pobre. E no documento firmado por Fernando Haddad, Ciro Gomes, Boulos e Dino, também assinado pela presidente do PT, pedindo a renúncia de Bolsonaro, o impeachment sequer foi proposto.

As esquerdas têm que se decidir se pretendem acumular forças em que direção: visando as eleições presidenciais de 2022, priorizando neste momento a luta contra a pandemia, ou o afastamento de curto prazo de Bolsonaro.

Partidos como o PCdoB já se decidiram pela defesa de uma coalizão nacional para afastar o presidente da República, pelo risco que representa à democracia e à vida dos brasileiros com sua defesa intransigente do fim do isolamento social e da volta ao trabalho, como se isso fosse reativar a economia.

Não podemos desprezar que Bolsonaro, apesar da perda de apoio entre os partidos de centro-direita, na sociedade civil e mesmo entre grandes empresários, ainda conta com forte base social, fundamentalista e politizada. Além das minorias agrupadas em torno de milícias, baixas patentes das Forças Armadas e um contigente expressivo das Polícias Militares. Não há vazio de poder no Brasil. Há um poder que se divide, se fraciona, perde legitimidade, mas ainda tem o respaldo das Forças Armadas expresso pelos generais-ministros instalados no Planalto e pelo grande número de militares lotados em órgãos de governo. A forte presença militar na disputa política e no exercício do poder no Brasil de Bolsonaro, o que é uma violação flagrante da Constituição e do Estado de Direito, coloca para as esquerdas a gravidade e o risco de uma ruptura institucional ou simplesmente de uma tutela militar aberta.

Mas, também, temos que considerar que a correlação de forças, hoje ainda favorável a Bolsonaro, pode se alterar. Ele perde legitimidade junto a parcela expressiva da população pelo seu comportamento frente à pandemia, junto ao Congresso, ao STF, a governadores que antes o apoiavam, tem o repúdio das entidades da sociedade civil e a oposição de parte da mídia comercial conservadora.

A hora é agora

Agora, Bolsonaro demite seu ministro da Saúde contra tudo e todos, ataca frontalmente o presidente da Câmara dos Deputados, os governadores de Sào Paulo, Rio e Goiás os acusando de conspirar contra seu mandato. Passa de todos limites e cruza a linha da legalidade ao participar de ato politico pregando a volta do AI-5 da ditadura. Bolsonaro comete abertamente e conscientemente crime de responsabilidade. Testa mais do que a oposição as instituições; se não for detido, caminhará para o golpe.

Já estava evidente que enfrentaria Maia e os governadores, um caminho sem volta, onde não podia ser derrotado. Vai além e afronta a Constituição de 1988, já deslegitimada pelo golpe contra Dilma e desmonte promovido pelas reformas ultra-liberais. Bolsonaro se adianta e ele mesmo coloca na ordem do dia a questão do poder via uma ditadura. Independente de nossa vontade, o país caminha para uma ruptura democrática por meio de um golpe do presidente ou da submissão das instituições à sua vontade.

Para as esquerdas não há outro caminho. É preciso propor o impedimento de Bolsonaro e lutar por ele. Não se trata só de uma ameaça à democracia, mas do inicio de um golpe de estado, que precisa e pode ser derrotado. Esta é a hora. O país precisa de eleições gerais e de uma nova Constituição que deve vir pela soberania popular.

Nossa tarefa é lutar e dar à transição de governo ou à ruptura, se vier a acontecer, uma direção popular e democrática que restaure não apenas o pacto político democrático rasgado pelo golpe de 2016, mas conduza a uma revolução social que o Brasil reclama e a pandemia expôs a olho nú: o abismo que separa a maioria do povo de suas elites. Somos um país rico e desenvolvido com uma desigualdade econômica e social vergonhosa e uma concentração de renda e riqueza escandalosa. O bem estar do povo trabalhador e a soberania do Brasil são nossas estrelas guias neste apagão civilizatório da humanidade que fez emergir a necessidade da retomada da revolução inacabada brasileira. Retomando o fio da nossa história e a herança que recebemos das lutas democráticas e socialistas da classe trabalhadora, do sacrifício de gerações de lutadores sociais que deram a vida em defesa da democracia e do povo brasileiro.

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Comemoração dos 65 anos do ataque ao quartel Moncada https://nocaute.blog.br/2018/07/26/comemoracao-dos-65-anos-do-ataque-ao-quartel-moncada/ https://nocaute.blog.br/2018/07/26/comemoracao-dos-65-anos-do-ataque-ao-quartel-moncada/#respond Thu, 26 Jul 2018 21:57:18 +0000 https://www.nocaute.blog.br/?p=35717 Nocaute transmitiu o ato político que comemora o 26 de Julho – Dia Nacional da Rebeldia Cubana. A data celebra o início da Revolução.

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Nocaute ao vivo

Nocaute transmite o ato político que comemora o 26 de
Julho – Dia Nacional da Rebeldia Cubana. A data celebra
o início da Revolução.

A atividade conta com a participação do escritor e jornalista Fernando Morais (Blog Nocaute), do jornalista Altamiro Borges (Barão de Itararé) e da cônsul de Cuba em São Paulo, Nélida Hernández. Além disso, haverá apresentação musical de Jara Arraes, com longa carreira no Brasil, na banda Raízes de América e, atualmente, junto com Mayombe Afro-Cubano.

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Ato em comemoração aos 65 anos do ataque ao quartel Moncada. Foto: Irene Pérez / Cubadebate. https://nocaute.blog.br/2018/07/25/ato-em-comemoracao-aos-65-anos-dos-ataques-ao-quartel-moncada/ https://nocaute.blog.br/2018/07/25/ato-em-comemoracao-aos-65-anos-dos-ataques-ao-quartel-moncada/#respond Wed, 25 Jul 2018 19:42:01 +0000 https://www.nocaute.blog.br/?p=35697 O post Ato em comemoração aos 65 anos do ataque ao quartel Moncada. Foto: Irene Pérez / Cubadebate. apareceu primeiro em Nocaute.

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Evento comemora o Dia nacional da Rebeldia Cubana https://nocaute.blog.br/2018/07/25/evento-comemora-o-dia-nacional-da-rebeldia-cubana/ https://nocaute.blog.br/2018/07/25/evento-comemora-o-dia-nacional-da-rebeldia-cubana/#respond Wed, 25 Jul 2018 18:20:26 +0000 https://www.nocaute.blog.br/?p=35691 Nocaute irá transmitir ao vivo o ato político que comemora o 26 de Julho - Dia Nacional da Rebeldia Cubana. A data celebra o início da Revolução.

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Nocaute irá transmitir ao vivo o ato político que comemora o 26 de Julho – Dia Nacional da Rebeldia Cubana. A data celebra o início da Revolução.

A atividade contará com a participação do escritor e jornalista Fernando Morais (Blog Nocaute), do jornalista Altamiro Borges (Barão de Itararé) e da cônsul de Cuba em São Paulo, Nélida Hernández. Além disso, haverá apresentação musical de Jara Arraes, com longa carreira no Brasil, na banda Raízes de América e, atualmente, junto com Mayombe Afro-Cubano.

26 de julho

O principal evento que antecedeu a Revolução Cubana de 1959 foi o assalto ao quartel Moncada, em Santiago de Cuba, em 26 de julho de 1953. A ação, liderada pelo então estudante Fidel Castro, tinha por objetivo conseguir armas para distribuir entre a população e iniciar uma ação para destituir o general Fulgência Batista.

Os revoltosos foram presos e exilados, porém a ação serviu para a criação do Movimento 26 de Julho, um dos principais grupos que atuaram na Revolução Cubana, um dos atos de maior rebeldia na história da América Latina. 65 anos depois, o Movimento Paulista de Solidariedade a Cuba realiza um ato para comemorar o Dia Nacional da Rebeldia Cubana (como ficou conhecida a data em Cuba).

Programação:

18h30 – Recepção com música ao vivo.

19h – Palestra com Fernando Morais (Blog Nocaute), Altamiro Borges (Barão de Itararé) e Nélida Hernández (Consulado de Cuba em São Paulo).

20h30 – Apresentação de Jara Arraes (Raízes de América/Mayombe Afro-Cubano), com venda de bebidas e comidas cubanas.

Data: 26 de julho às 18h30.

Local: Auditório do Sindicato dos Arquitetos no Estado de São Paulo (SASP). Rua Araújo, 216, piso intermediário. República, São Paulo.

O Blog Nocaute irá transmitir ao vivo o evento que é gratuito e aberto a todos os interessados.

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