Delegada federal processa criminalmente jornalista Marcelo Auler

Erika Mialik Marena, ex-integrante da força-tarefa da Lava Jato, também conseguiu tirar do ar duas reportagens do blog do jornalista

Foto: Reprodução

 

A delegada federal Erika Mialik Marena instaurou uma ação criminal contra o jornalista Marcelo Auler, na 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, alegando os crimes de calúnia, injúria e difamação por causa da reportagem “As marcas da Lava Jato”, publicada em fevereiro de 2016, na revista Carta Capital.

A matéria diz que o vazamento de informações é abertamente admitido pelos integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato e “aparentemente adotado de corpo e alma” por Marena.

Em maio de 2016, a delegada já obteve, no 8º Juizado Especial Civil de Curitiba, a censura de duas matérias do blog do jornalista, “Novo ministro Eugênio Aragão brigou contra e foi vítima dos vazamentos” e “Carta aberta ao ministro Eugênio Aragão”. Auler é acusado de sensacionalismo e divulgação de informações que não tem como provar. Segundo a defesa, documentos oficiais que comprovam as informações já foram entregues.

“A ação pode ser vista como forma de pressão em jornalistas independentes, mas será ótima oportunidade para provarmos o jornalismo com responsabilidade que fazemos”, diz texto do jornalista no blog.

Antes de apresentar a queixa-crime contra o jornalista, a delegada ajuizou na 8º Vara Cível de Curitiba ação de indenização contra a Editora Confiança (responsável pela CartaCapital) e o autor da matéria. Reivindica uma indenização de R$ 100 mil. Além disso, tal como fez e obteve no 8º Juizado Especial Civil de Curitiba, tentou censurar a reportagem no site da revista.

Leia mais sobre o caso

Malena foi também quem expediu o pedido de prisão ao reitor afastado da Universidade Federal de Santa Catarina, Luiz Carlos Cancellier, que se suicidou no dia 2 de outubro.

6 Comentários

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PRAXEDES COELHO

30/10/2017 - 14h03

O único problema é o judiciário. Que delegados da ‘pf’, ‘agentes’, ‘juízes’ vendem informação, isso não é mais segredo. Na verdade, vendem e até fornecem gratuitamente, se a informação for capaz de comprometer a reputação de alguma personalidade, por exemplo, do Partido dos Trabalhadores. Mas, quando chega no judiciário ……

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Zilma Vaccari Diaz

30/10/2017 - 11h39

Resta saber se tudo foi feito dentro dos limites da Lei.

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Zilma Vaccari Diaz

30/10/2017 - 11h37

Resta saber se tudo está rigorosamente dentro da Lei.

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Veronica hoskins

30/10/2017 - 07h37

O povo já está cansado de saber que essa lavajato, não lava nada, mas tenta sujar o que está limpo, e essa delegada de meia pataca, terá que prestar conta de suas atitudes com a justiça num futuro próximo.
Não há mentiras ou abusos de autoridades que durem pra sempre!

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Luiz

21/10/2017 - 08h21

A delegada que prendeu injustamente o reitor. É uma canalha e golpista.

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Rodolfo Matos

20/10/2017 - 22h56

Essas matérias censuradas não podem ser republicadas em portais hospedados no exterior para burlar a censura?

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