Maduro convoca Forças Armadas para exercício cívico-militar
"Nosso destino é um só: a paz, a prosperidade. Os problemas que temos só serão resolvidos por venezuelanos e venezuelanas. Só o povo salva o povo", afirmou Maduro em um pronunciamento feito após marcha chavista em Caracas.
Por Nocaute em 14 de agosto às 17h14
Ao lado da deputada Cilia Flores, Maduro fala depois da marcha em Caracas (Foto: Telesur)
O presidente Nicolás Maduro exortou hoje a população a apoiar o exercício “cívico-militar” que será realizado pelas Forças Armadas nos dias 26 e 27 de agosto. A convocação ocorre dias depois das ameaças do presidente Donald Trump de recorrer à ação militar contra a Venezuela. O objetivo do exercício é defender a soberania nacional e a legitimidade da Assembleia Nacional Constituinte.
“Nosso destino é um só: a paz, a prosperidade. Os problemas que temos só serão resolvidos por venezuelanos e venezuelanas. Só o povo salva o povo”, afirmou Maduro, em pronunciamento transmitido ao vivo na televisão local e pelas redes sociais.
Maduro criticou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por ameaçar uma intervenção militar na Venezuela na sexta-feira (11), e agradeceu ao Irã, Rússia e China, que manifestaram apoio ao governo venezuelano diante da declaração norte-americana.
“Aqui está a resposta do povo na rua. Um rio cheio de coragem, de valentia, um rio cheio que percorre Caracas”, disse Maduro. O pronunciamento aconteceu depois de uma marcha que percorreu as ruas da capital até chegar ao Palácio de Miraflores, sede do governo.
O presidente também convocou a população a continuar se manifestando para defender a soberania nacional e reforçou que a Venezuela é um exemplo de democracia, pois realizou 21 eleições livres e justas nos últimos 18 anos. “O imperialismo deu uma ordem e o povo venezuelano não cumpre ordens do imperialismo. O povo da Venezuela é um povo livre, rebelde”.
O governo citou setores radicais da oposição que provocam ações violentas, como a atear fogo em chavistas, com o objetivo de provocar uma intervenção externa. “Queriam justificar uma intervenção gringa na Venezuela”, disse.
Em 12 de agosto, o Ministério do Poder Popular para a Comunicação e a Informação (MinCi) publicou um estudo informando que 169 pessoas morreram por conta de manifestações violentas na Venezuela entre abril e agosto de 2017, segundo que 113 sequer participavam de atos políticos quando foram atacados. Clique aqui para acessar a pesquisa.
As causas de mortes mais violentas foram: vítimas queimadas vivas (2), linchamento (1), vítimas que pertenciam a corpo de segurança (10), vítimas de impacto por objetos contundentes (2), degolamento (1).
Leia também:
Os venezuelanos votaram. E agora?
Desde que foram realizadas as eleições para compor uma Assembleia Nacional Constituinte, em 30 de julho, membros do governo da Venezuela enfrentam sanções individuais dos Estados Unidos. O objetivo é deslegitimar o processo eleitoral, além de agravar a crise política e desestabilizar o presidente.
Veja como foi o pronunciamento:
Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do NOCAUTE. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.